Capítulo 2 – Vozes do Norte
Caminhei até meu escritório. O treinamento n?o me cansara nem um pouco. Encontrei Maria, governanta de Verdelume, já me esperando. Uma mulher de quarenta e cinco anos, de beleza madura e olhar sempre atento.
“Maria, me dê o relatório”, eu disse diretamente.
Ela estava parada junto à mesa, com o cabelo escuro elegantemente preso para trás. Virou-se ao ouvir a minha voz, com uma postura impecável e um olhar experiente.
"Duque Petrus", disse ela com firmeza. "Os tributos da vila de Leiros chegaram esta manh?, mas duas carro?as est?o desaparecidas. O intendente alegou que uma tempestade de neve os atrasou."
Ela me entregou um pergaminho lacrado.
Além disso, a patrulha da fronteira acontecia incomum de homens-fera para o norte. Nada hostil... por enquanto. Devo chamar o Capit?o Orlen?
Estendi a m?o e pintei-a delicadamente para o meu colo, mantendo meu olhar fixo no dela.
“Mande um representante verificar a situa??o em Leiros e verificar a veracidade dessa desculpa”, ordenei. Parei por um instante. "Quanto aos homens-fera... acho que vou até eles pessoalmente."
Maria ficou surpresa com o gesto, mas n?o resistiu. Apenas conseguiu uma sobrancelha com um sorriso fraco e se acomodou no meu colo, mantendo uma compostura de sempre.
"Como desejar, meu senhor. Enviei o intendente Raul. Ele é preciso... e tem boa memória." Ela fez uma pausa, suavizando a voz. "Ir pessoalmente aos homens-fera é ousado. Mas talvez seja o tipo de for?a que só Vossa Gra?a pode demonstrar."
"Você só com um cocheiro, uma criada... Luna. Levar muitos seria passar a mensagem errada", explicou enquanto a acariciava suavemente.
Maria manteve o olhar sério, mas notou uma sutil tens?o nos cantos de sua boca.
"Entendido. Discri??o, presen?a e for?a contida... uma escolha sábia."
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Ela se pronunciou lentamente, ajustando-se com gra?a natural.
"Você vai preparar tudo. Você vai partir ao amanhecer?"
"Sim", respondi, levantando-me e beijando-a suavemente nos lábios. "Você está dispensado."
Ela permaneceu em silêncio por alguns segundos, com os olhos fixos nos meus. Ent?o, fez uma leve reverência.
“Até amanh?, meu senhor.”
Observei-a enquanto ela saiu. Quando a porta se fechou, meus pensamentos voltaram aos homens-fera. Algo em seus movimentos me perturba. Eu n?o queria confiar apenas em relatos. Precisava ver com meus próprios olhos.
Decida dormir.
~No dia seguinte~
O castelo estava calmo enquanto eu caminhava para meus aposentos. Os corredores largos e silenciosos ecoavam a aparente paz da noite. Quando cheguei, a cama estava impecavelmente arrumada. Deitei-me e, gradualmente, os pensamentos sobre Leiros, os homens-fera e a jornada à minha frente caíram a desaparecer. O sono veio pesado e eu adorei.
Fui despertado pela presen?a de Maria, seus passos leves. Ela se moveu e tocou meu ombro delicadamente.
"Meu senhor, está na hora. O cocheiro e Luna est?o prontos. A comitiva aguarda."
Senti-me e olhei diretamente para ela.
Levantei-me e beijei seus lábios mais uma vez.
“Deseje-me boa sorte, minha criada.”
Ela sustentou meu olhar, firme, e sua express?o se suavizou por um breve momento.
"Que os Deuses guiem sua jornada, meu senhor. Que você encontre o que procura... e retorne em seguran?a."
Enquanto eu vestia, notei o silêncio ao meu redor. Algo dentro de mim dizia que o que eu esperava seria mais do que mera diplomacia.
Antes de sair, dei uma tapinha brincalh?o no quadril dela. Só brincando.
Maria se virou rapidamente, surpresa, mas seus lábios se curvaram em um sorriso discreto — meio reprova??o, meio afei??o. Ela se endireitou e encontrou ali, me observando a partir.
O ar da manh? estava fresco. Caminhei com passos firmes em dire??o à carruagem. Em breve, Luna, o cocheiro, e eu estaríamos na estrada. E o Norte me esperava.

