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6. Promises and Trials

  Capítulo 6 – Promessas e Provas

  “é realmente lindo”, eu disse, admirando a paisagem.

  Ryn sorriu, claramente satisfeita com minha rea??o, e deitou-se na grama, olhando para o céu com um brilho nos olhos.

  "Eu sabia que você ia gostar. Todo dia, quando o sol come?a a se p?r, parece que o mundo simplesmente... para. Mas, ao mesmo tempo, como se tudo estivesse se preparando para algo grande, sabe?"

  Ela virou o rosto para mim, com curiosidade brilhando em seus olhos.

  "O que você está procurando, Petrus? Aqui, neste lugar... o que você realmente quer encontrar?"

  "Sinceramente, ainda n?o sei. Ainda estou tentando descobrir."

  Ryn me estudou por um instante, como se tentasse ler algo mais profundo em minhas palavras. Ela inclinou a cabe?a, as orelhas se contraindo levemente, perdida em pensamentos.

  "Acho que todo mundo tem que descobrir isso um dia, né?", disse ela, pensativa, embora sua voz ainda carregasse a leveza de alguém jovem tentando entender o mundo. "Mas acho que você tem um bom cora??o, Petrus. Acredito que você encontrará o que procura."

  Ela voltou seu olhar para o horizonte, o vento brincando com seus cabelos e as folhas ao nosso redor.

  "Se você ficar aqui tempo suficiente, aprenderá a ouvir o que a floresta tem a dizer. Ela fala, se você prestar aten??o."

  Ficamos em silêncio por alguns minutos e depois voltamos para o centro da tribo. Perguntei a Ryn:

  “Ryn, qual é o nome do homem que me trouxe aqui?”

  Ela caminhava ao meu lado, com passos leves e seguros. Ela me olhava com um sorriso brincalh?o, como se soubesse que eu estava prestando mais aten??o do que demonstrava.

  "Ah, você quer dizer Grishka? Ele é o protetor da tribo. é mais velho, mas forte como um urso. Ele n?o fala muito, mas quando fala, todos escutam. Foi ele quem te guiou até a entrada da vila."

  Ela riu suavemente, claramente gostando de Grishka, mas se divertindo com a forma como ele lidava com os estranhos.

  "Ele é um pouco sério demais às vezes, mas... ele sempre quer nos proteger. é o jeito dele."

  "Grishka? Entendo. Você pode me levar até ele?"

  Ryn assentiu com um sorriso travesso e liderou o caminho em dire??o ao centro da tribo. O som das folhas sob os pés e o canto distante dos pássaros enchiam o ar.

  "Eu posso te levar, Petrus, mas..." Ela me olhou com um brilho nos olhos. "Ele pode n?o te dizer muita coisa. Mas tudo bem, ele vai entender. é só o jeito dele."

  Passamos por várias casas simples, feitas de madeira e folhas, que se misturavam à floresta. Alguns Draegnirs olharam em nossa dire??o, curiosos, e depois retornaram às suas tarefas. Ryn nos conduziu a uma clareira onde Grishka estava perto de uma grande árvore.

  Ele era imponente — alto, musculoso, com pele da cor da terra molhada e olhos profundos e dourados. Usava uma armadura de couro simples, porém resistente.

  Ele observou minha aproxima??o sem mover um músculo. Quando Ryn parou ao seu lado, virou lentamente a cabe?a em minha dire??o.

  "Petrus, é isso? O que você quer?"

  "Olá de novo, Grishka. Conheci Ryn e sua m?e, Kaela, e acho que já tenho uma ideia do que posso oferecer ao seu povo."

  Grishka ouviu sem pressa, com o olhar firme, avaliando minha sinceridade antes de responder.

  "Kaela e Ryn s?o raras. Draegnir n?o costuma se abrir com forasteiros t?o facilmente. Isso n?o significa que todos nós compartilhemos a confian?a deles."

  Ele se aproximou, seus olhos dourados brilhando com um desafio silencioso.

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  "O que você tem a oferecer importa agora, Petrus. N?o palavras, mas a??es. Mostre-nos do que você é capaz, e talvez consideremos sua proposta. Nesta floresta, ninguém é aceito apenas pela educa??o. Apenas pelo seu valor."

  Posso lhe oferecer... paz. Pelo que descobri através de Ryn, você está se mudando há muito tempo, em busca de um lugar para viver em seguran?a. Sou o Duque do Reino de Elarion. Com minha autoridade, posso garantir que nenhum outro nobre empunhe a?o contra você.

  Grishka permaneceu em silêncio. O vento farfalhava as folhas ao nosso redor. Seus olhos perscrutavam cada parte do meu rosto.

  "Paz...", ele ecoou, pensativo. "Paz n?o vem com título. Nem todos os humanos s?o como você. Muitos ainda nos veem como monstros. Palavras n?o bastam."

  Ele se aproximou ainda mais, sua presen?a era inegável.

  Mas... o que você oferece n?o é pequeno. Se você realmente acredita no que diz, prove. Mostre-nos que o título de Duque significa mais do que poder.

  Ele fez uma pausa, avaliando minha inten??o.

  “Se você trouxer mais do que promessas, talvez possamos falar sobre alian?a.”

  Os campos de ca?a que você usa agora já foram campos de batalha entre dois condados. A terra lá está morta. Ao norte do meu ducado fica a floresta de Zanor. Posso garantir sua seguran?a lá. Aquela terra é rica em ca?a, peixes e planta??es.

  Grishka ouvia, imóvel. O silêncio entre nós era denso.

  “A floresta de Zanor…” ele repetiu, como se a ideia fosse nova.

  Ele se aproximou e cruzou os bra?os, inclinando a cabe?a levemente.

  “Você garante nossa seguran?a, mesmo que a nobreza nos veja como bestas?”

  Ele me observou atentamente, ainda desconfiado, mas percebi um lampejo de considera??o.

  "E o que você pediria em troca, Petrus? Prove a for?a da sua alian?a com algo concreto. O que devemos esperar de você?"

  A floresta de Zanor fica perto do meu ducado. Qualquer amea?a ali é uma amea?a para mim. E notei que suas planta??es n?o est?o prosperando. Podemos fornecer sementes e fertilizantes com nossos próprios suprimentos. Em troca, eu pediria uma parte da sua ca?a e peixe — para enviar para aldeias distantes e mais pobres.

  Grishka refletiu sobre minhas palavras. A tens?o entre nós aumentou.

  "Sementes... fertilizante... isso mudaria muita coisa para nós. E compartilhar nossas colheitas com outros...", murmurou ele.

  Ele olhou ao redor. O Draegnir também murmurou, ainda inseguro. Grishka voltou a me olhar.

  O que você oferece tem valor. Mas nós, Draegnir, n?o trocamos nossas terras por ouro. Nossas terras e frutas s?o nossas por direito. Compartilharemos, sim, mas apenas em liberdade.

  Ele olhou para os outros, buscando aprova??o silenciosa. Os murmúrios desapareceram.

  "Se você estiver disposto a dar algo de verdade... talvez possamos fazer um acordo. Mas lembre-se, Petrus: sua alian?a será testada."

  “Estou ciente disso”, respondi.

  Grishka me observou por um momento e ent?o assentiu levemente.

  “Vamos considerar sua proposta. Agora, só o tempo dirá se suas palavras se tornar?o a??es. Nossa lealdade n?o é fácil de conquistar.”

  Ele deu um passo para trás.

  O que você ofereceu será discutido entre os anci?os. Até lá, cuidado com suas palavras e seus passos. Quando nos encontrarmos novamente, espero ver a verdadeira for?a do que você prometeu.

  Ele se virou para ir embora, mas ainda me observava atentamente.

  "Voltarei ao meu ducado. Quando tomar sua decis?o, quebre isto." Entreguei-lhe um cristal azul. "Quando estiver quebrado, receberei um sinal e retornarei."

  Grishka pegou o cristal, com uma express?o ainda cautelosa, mas intrigada. Ele o estudou por um momento antes de guardá-lo.

  "Um sinal... interessante. O cristal será quebrado quando a decis?o for tomada. A espera será o seu teste."

  Ele fez um gesto, e os Draegnir come?aram a se dispersar. A tens?o diminuiu um pouco.

  "Vá com cuidado, Petrus. Quando o cristal se quebrar, o caminho estará escolhido. E suas a??es decidir?o o futuro."

  Ele se afastou, misturando-se aos outros.

  Olhei para Ryn. "Até a próxima, Ryn. E diga à sua m?e que estou ansioso para ca?ar com ela."

  Ryn sorriu timidamente, seus olhos cheios de uma luz suave.

  "Sim, Petrus. Até a próxima!"

  Ela correu de volta para Kaela. Sua leveza contrastava com o peso da minha conversa recente. Observei-a por um momento antes de retornar à carruagem, onde Luna e o cocheiro aguardavam.

  “Vamos voltar.”

  Luna, já perto da carruagem, assentiu e subiu no assento do condutor. O homem assumiu as rédeas e logo estávamos em movimento.

  O som das rodas cortava o silêncio da natureza. Olhei para trás uma última vez, para a aldeia Draegnir. O ar da manh? e o ritmo constante da jornada me deram espa?o para pensar.

  O cristal azul brilhava fracamente ao meu lado.

  E o próximo capítulo… estava prestes a come?ar.

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