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Capítulo 11: Resistir

  Em uma casa em algum lugar de Balduin.

  N?o houve diálogo algum, todos encontrados calados.

  Eles estavam em um quarto e nesse quarto havia uma mesa com 6 cadeiras. Marcus estava sentado em uma cadeira e Doam estava sentado em duas cadeiras à distancia dele. Lisandra estava em pé em frente à janela olhando para a rua.

  Após algum tempo, vendo que ninguém falava nada Doam n?o consegue mais esperar - Era realmente necessário matá-lo Emerald ? - quebrando o silêncio, mas n?o obteve resposta alguma, Emerald encontrou calada, olhando as pessoas comuns que andavam de um lado para o outro, aparentemente sentir inveja enquanto observava. - você n?o vai mesmo responder? – insistiu Doam.

  - Meu nome é Lisandra... e você ainda é muito ingênuo - Doam n?o gostou de ouvir isso, raiva tomou conta. - N?o quero que uma crian?a morra fa?a de mim ingênua? - Ele bateu com a palma da m?o direita na mesa enquanto Lisandra enfrentava.

  Ela suspirou profundamente. - A idade é irrelevante para o nosso mundo. - Nada do que Lisandra falava acalmava Doam, que permanecia alterada. - você prefere que eu deixe ele matar seu amigo? - Quando ela terminou de falar, Marcus abriu a boca, querendo falar algo, mas n?o conseguiu e aconteceu como estava, quieto. - é claro que n?o, mas matá-lo n?o era a única op??o - Questionou. - Era a mais sensata e segura futuramente. – respondeu Lisandra.

  Ambos s?o calados por um tempo.

  O diálogo n?o é para lugar nenhum. - Garoto, que mundo você viveu até agora ? - De repente, Doam ficou calado e n?o soube o que respondeu momentaneamente e disse. - O que você quer dizer? - Ele n?o sabia onde Lisandra queria chegar, para ele, todos vivem no mesmo mundo.

  - você é um detentor, mas permanece no mundo comum. Diga-me, com quantos detentores você já teve contato? - Doam ficou calado, pensando e tentando descobrir onde Lisandra queria mas respondeu. - acho que com 5 ou 7 - Apesar de já ser um detentor há pouco mais de 4 anos, como queria se manter discreto, evitei contato com outros.

  - O mundo no qual você viveu é muito diferente do mundo dos detentores. - Em todo o diálogo ela permanece com os olhos nas pessoas na rua pela janela, mas neste momento ela virou-se e andou em dire??o à mesa e invejosa. - No mínimo isso você deve saber. Os detentores lutam constantemente para manter e receber VOGs. Incluindo uma crian?a. - Doam sabia que Lisandra tinha raz?o. - eu sei disso... mas ela era uma crian?a. - Ele n?o conseguiu aceitar, apesar de saber que Lisandra estava certa.

  - A única regra aqui é: ou você toma ou toma de você. - Doam se apresentou quieto enquanto Lisandra continuava. - Há apenas detentores, você, que escolheu n?o chamar a aten??o, eu até entendo, mas - Ela olha para Marcus que estava de cabe?a baixa e com as duas m?os na testa uma sobre a outra, a cena ainda o perturbava. N?o é uma crian?a partida ao meio, mas o pequeno corpo carbonizado, n?o consegue esquecer aquela cena.

  - você parece já ter entrado em nosso mundo. n?o vou perguntar o que aconteceu, só vou lhe avisar: você vai morrer se isso acontecer de novo - Marcus sabia muito bem, ele teria morrido se n?o fosse por Lisandra, apesar de querer falar, ele n?o conseguiu, sequer conseguiu olhar para o rosto de seus companheiros e apenas acenou com a cabe?a sem tirar as m?os da testa.

  - vocês n?o resistem, tem mais liberdade de atuar com seus poderes. - sua express?o mostrava clara dúvida. Toda vez que se alcan?ava um novo nível, parte do seu era perdida.

  Quando se obtém o primeiro VOG, parte do seu ser é consumido, quando alcan?a o nível ?mega, mais uma parte é consumida, ao resistir, todo o seu ser se mantém, mas isso causa um rebote no detentor ao usar VOG e quanto mais o usa, maior o rebote.

  - resistir ? - Doam n?o sabia o que Lisandra estava falando.

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  - Quando você consumiu seu primeiro VOG o que você sentiu ? - Doam pensou por um momento antes de responder - Foi como se algo em mim fosse tirado e outro colocado no lugar. - Ele respondeu sinceramente a pergunta de Lisandra que mostrou um sorriso desajeitado.

  - O que foi tirado foi parte do seu ser e o que ocupou o lugar foi o VOG. Ao absorve-lo ele passa a fazer parte de você consumindo parte do seu ser e ocupando o lugar. - Doam ficou muito surpreso com a informa??o, nunca havia ouvido falar disso. Lisandra observou sua confus?o imaginando sua pergunta e assim como imaginou, Doam perguntou - O que seria o `ser` ? - Apesar de ele ter uma ideia, preferiu perguntar. - Basicamente, tudo que faz do ser humano, um humano. - Ela pareceu triste ao dizer isso, como se estivesse se lembrando do passado.

  Doam entrou em transe em pensamentos profundos sobre o que acabara de ouvir. - Eu vou me tornar cada vez menos humano quanto mais avan?ar ? isso significa que... - Ele olha para Lisandra com espanto. - Provavelmente chegará um momento em que deixaremos de ser humanos. - Lisandra sabia exatamente qual pergunta Doam queria fazer. ela cruzou as perna abaixo da mesa e colocou seu cotovelo sobre a mesa e o punho segurando seu rosto.

  Tanto Doam quanto Lisandra tinham a mesma dúvida: ` o que significa ser um humano ? ` Doam olhou para Lisandra, mas ela balan?ou a cabe?a, ela também n?o sabia. - Eu n?o sei, mas prefiro n?o perder. - Ela estava convicta e determinada, sentia que perder a humanidade era algo sem pre?o. Seus olhos mostravam uma incrível determina??o.

  - Há alguma forma de reverter ? - Apesar de n?o saber o que significa deixar de ser um humano, ele compartilhava da ideia de Lisandra, era melhor manter. ele olhou para ela, esperan?oso, vendo que Lisandra possuía mais conhecimento do que ele e Marcus, ela poderia saber.

  - N?o, pelo menos eu nunca fiquei sabendo de alguém que tenha conseguido. - Ela sabia mais, mas o que ela sabia era limitado.

  Doam come?ou a se questionar do porque seu av? n?o havia avisado a ele sobre isso, seu av? inclusive o disse que isso era normal. - por que meu av? n?o me avisou ? você sabe ? - Lisandra sorriu e respondeu calmamente. - Ele é como quase todos os outros detentores, acredita que é necessário. - Naquele momento, a confian?a inabalável de Doam para com seu av?, se rachou. Lisandra o observava tranquilamente enquanto percebia seu espanto e teorizava sobre as dúvidas que assolavam a mente de Doam.

  - Ao resistir, o VOG n?o consegue consumir o seu ser, n?o se tornando parte de você, mas a cada uso ele tenta consumir seu ser e fazer parte de você - Doam pensou em qu?o difícil isso deve ser tendo que lutar interna e externamente ao mesmo tempo. - Seria algo como um artefato ? - Lisandra pensou um pouco na pergunta de Doam. - Artefatos s?o criado com a aura dos VOG, sendo mais fraco do que o próprio VOG. Mas os detentores que resistem n?o é, necessariamente, mais fraco do que outro só por resistir, nós apenas temos que resistir ao consumo sempre que o usarmos. - Detentores que resistiam eram poucos, mas assustadores, lutando em duas frentes simultaneamente.

  - Absorva essa informa??o, eu voltarei mais tarde. - Ela levantou-se e caminhou até a porta, antes de abrir a porta e sair ela olhou para Marcus. - é bom você se curar de seja lá o que tiver. - Ela o aconselhou. Marcus permaneceu sentado enquanto olhava para a janela vendo as pessoas na rua. - eu sei, darei meu jeito. - Lisandra abriu a porta e saiu.

  Apenas Doam e Marcus ficaram no quarto. Ambos quietos. Doam n?o sabia exatamente o motivo e imaginava que tinha algo a ver com a história que Marcus contou, ele n?o soube como iniciar a conversa e Marcus parecia n?o querer conversar. - deixarei você sozinho. - Doam saiu do quarto e foi para um outro c?modo da casa.

  Marcus ficou sozinho.

  Na loja que vendia de tudo.

  Dentro da sala de espera.

  - Aqui está, um VOG do conflito de nível ?mega - Srta. Gold estava entregando o pagamento ao velho.

  - Uma pena n?o ter dado certo. - O velho estendeu as m?os e pegou a esfera, que tinha uma colora??o vermelho fraco, do tamanho de uma bola de gude. - Quem disse que n?o deu certo ? - Srta. Gold sorriu para o velho que ficou momentaneamente surpreso e saiu.

  - Srta. Gold. me pergunto qual a sua origem - pensou o velho, n?o tinha como saber do passado de alguns detentores facilmente. - Nesse caso, meus parabéns e Adeus. - Tendo recebido seu pagamento o velho caminhou para fora, sequer cogitou a possibilidade de perguntar suas dúvidas tendo certeza de que n?o teria respostas. - Me chamo berys, Carlos berys. Para caso tenha mais recompensas como essa, informou enquanto caminhava - Ele poderia ao menos tentar manter um relacionamento de benefício mútuo com a Srta. Gold, informando seu nome verdadeiro.

  - N?o posso revelar o meu, mas caso precise, você será uma das primeiras op??es. - Apesar de n?o ser contra, ela n?o confiaria nele t?o facilmente. Carlos sorri ao chegar e passar pela porta e fechá-la.

  A Srta. Gold permanece sentado analisando o ocorrido. - N?o consigo entender sua alteza real, por que fazer isso só para atrapalhá-los, qual o real objetivo ? - Tentando entender os motivos de seu imperador, ela estava confusa. Quando seus olhos ficaram completamente brancos novamente, sua mente a deriva, uma voz soa. - Você fez bem. - Sra. Gold ficou grato e falou. - se eu puder perguntar, por que fazer isso só para atrapalhá-los, n?o seria melhor matá-los. - A voz pedindo quieta por um tempo antes de responder. - Primeiro você n?o conseguiria matá-los. segundo `destino` - Ela havia sido apresentada ao normal, n?o escutava mais a voz. -Destino? o que isso quer dizer? . - As palavras de seu imperador eram incompreensíveis para ela. - Poderia ser para impedir ?... N?o, se a ordem seria mata-los, ajudar sequer é uma possibilidade já que atrapalhamos… - Suspiro. - deixei para sua alteza real, sequer posso compreendê-lo, muito menos entendê-lo. - Ela desistiu de pensar no motivo, simplificou-se e saiu da sala e da loja.

  Ao passar pela porta, deu de cara com Samuel Rygor. Ela andou normalmente e saiu da loja, desaparecendo.

  Ele entrou e chegou ao balc?o - Preciso de informa??es sobre o ocorrido na floresta. Toda e qualquer informa??o é bem vinda e o pagamento será de acordo com a valiosidade da informa??o, sendo o pagamento mínimo 500 troks e o máximo 5.000 - Samuel descreveu seu pedido ao balconista, ocultando informa??es precisas, afinal apenas detalhes da miss?o importavam. - Mais especificamente sobre um detentor da oculta??o que esteve presente nesse ocorrido e seus companheiros. - O gar?onete respondeu rapidamente. - Como quiser senhor. - Samuel Rygor olhou ao redor e acenou positivamente. - você faz um ótimo trabalho. - Elogiando o balconista, ele se virou e caminhou para fora da loja. - tudo é gra?as a você, senhor. - O balconista foi bem recebido. - Vou apenas fazer meu trabalho, n?o é algo grande, é também extremamente perigoso. - Percebendo o nível dos personagens que estavam e est?o se envolvendo nos assuntos atuais, ele preferiu se manter longo de tamanho.

  Fora da loja.

  Samuel caminhava tranquilamente pelas ruas de Balduin.

  - Agora é a pior parte; uma espera. porque para outros caminhos há um limite para se subir? - Ele pensou em uma explica??o possível para tal regra n?o escrita. - Assim sua m?o de obra se torna limitada- Suspiro. - N?o adianta pensar nisso, por enquanto. - Ele desistiu de tentar descobrir o motivo, n?o tinha como adivinhar.

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