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Capítulo 16 extração de vogs

  Dentro do hotel lírio.

  Lisandra estava deitada na cama do quarto, às vezes seu corpo tinha espasmos, ambos Doam e Marcus em pé, olhavam preocupados. - O que será que está acontecendo com ela ? - Doam pergunta ao virar o rosto e olhar para Marcus. - Eu n?o sei ao certo, nunca me importei muito em resistir. - Ele respirou fundo e continuou. - Ela deve estar lutando para n?o perder parte de si. Eu acho. - Doam assentiu quieto e caminhava para uma mesa do quarto, que possuía três camas em um único c?modo e no outro uma mesa com cadeiras, havia quadros da flor sagrada de solarion por todo o hotel e flores sagradas nas janelas enquanto a luz do sol entrava pelas janelas. Doam caminha até a porta, saí do quarto e senta-se à mesa. , Marcus o seguiu logo após e ambos sentaram-se à mesa. - Você me disse que sabia como pegar os VOGs, como isso é feito ? - Marcus se lembrou da cena na floresta e tocou em seu abd?men que ainda n?o estava completamente curado. - é bem simples, haverá pequenos brilhos pelo corpo, é preciso cortar até achar o VOG e pegá-lo. - Doam pensava por um momento. - é t?o simples que nem acredito que eu n?o sabia. - Marcus estava tranquilo. - é t?o simples que ninguém se importa em passar adiante, claro a menos que você ensine alguém sem conhecimento. - Doam assentiu esclarecido. - O que acontece se ninguém pegá-los ? - Doam tentava ampliar seus horizontes. - Nada, os pequenos brilhos continuam lá brilhando. - Doam fazia vários questionamentos sobre o mundo dos detentores.

  - Vou sair pra comer um pouco. - Doam se levantou e caminhou até a saída. - Vai comprar comida ?. - Marcus o questionou e Doam paralisou por um momento. - Irei ca?ar alguns pequenos animais para comer. - As economias haviam acabado e quem possuía estava em coma. Ele sai e caminha pelas ruas da cidade.

  - é realmente t?o fácil assim ? - Pensava enquanto caminhava lentamente pelas ruas da cidade, ele p?e as m?os no bolso, sente vazio e para momentaneamente. - N?o posso apenas depender deles para tudo, preciso arrumar dinheiro… - Ele voltou a caminhar e teve uma ideia. - Posso pegar os VOGs deles, já sei o método. - Ele refez o caminho que o havia levado ao hotel, ele vê o local pelo qual havia entrado na cidade, era um espa?o sem porta, ele passa rapidamente e segue o caminho até o local onde havia ocorrido a batalha. - Será que eu devo ir ? - Ele hesitava. - E se algo acontecer ? e se tiver alguém lá ? - Seus passos rápidos diminuindo constantemente quanto mais pensava nos riscos. - Preciso fazer alguma coisa que ajude. - Ele balan?ou a cabe?a e seus passos voltaram a ser rápidos.

  Ele chega ao local que está completamente limpo, n?o há escombros de árvores nem nada, apenas grama. - O efeito se dispersou. - Ele olhou para todos os lados, tentando perceber se havia alguém, mas n?o havia ninguém. - Ainda é cedo. - Ele chegou a uma conclus?o rápida e caminhou pelo local, seus olhos se fixam em algo parado ao ch?o, uma po?a de sangue coagulado ao redor. Ao se aproximar um odor nauseante chega a seu nariz, ele para, seu est?mago embrulha com o cheiro, p?e as m?os no nariz e continua se aproximando e só parou quando escutou o zumbido de moscas, ele olha para a fonte. - Ele… n?o se parece com o que derrotamos. - Ele havia encontrado primeiro o corpo de Magnus e viu sua aparência, seus olhos eram claros e estavam abertos, manchas roxas por todo seu corpo, Doam se lembra de como Kevin morreu e balan?a a cabe?a. O cabelo de Magnus era curto e preto, suas bochechas e seu nariz eram pequenos, n?o havia sequer um arranh?o em seu rosto. Ao olhar para baixo viu o ferimento de Magnus, aquilo foi demais, o embrulho no est?mago se intensificou e ele n?o resistiu, se abaixou ao ch?o, virou o rosto e vomitou. - Como isso aconteceu? - Ele n?o sabia como um ferimento como aquele era possível, havia apenas os peda?os de alguma coisa ao ch?o e as moscas se amontoaram em cima de todo o local, ele for?ou seu rosto e olhou para o corpo novamente, foi quando ele percebeu os brilhos ao redor do corpo, eram brilhos mínimos, como se fossem pontos brancos ao redor do corpo.

  - Ent?o é isso ? - Ele vira o rosto novamente. - Mal consigo olhar, como posso fazer qualquer outra coisa ?. - Ele levantou e se afastou do corpo, tossiu algumas vezes e respirou ofegante. Ele inspirou e expirou o ar pesadamente tentando se acalmar. - Posso só pegar os VOGs do outro. - Ele se acalmou momentaneamente, estava se afastando do corpo , quando parou abruptamente. Seus punhos fechados, ele vira e olha novamente para o corpo no ch?o, seu est?mago embrulha novamente enquanto ele fazia uma careta de nojo e caminhava lentamente para perto do corpo. - Pode haver situa??es similares no futuro. - Ele pensava enquanto dava passos lerdos se aproximando do corpo. - Pode haver situa??es similares no futuro. - Ele repetia mentalmente.

  Ele chega ao corpo e se abaixa olhando para os pontos brancos, inconscientemente olha novamente para o ferimento e rapidamente vira o rosto, dessa vez ele n?o havia colocado as m?os no nariz, ele sentia o cheiro forte de podre. - Ignore, ignore, ignore… - Ele evitava olhar para a ferida, foi quando percebeu. - N?o possuo nada cortante. - Ele olha para a parte de baixo do corpo, para a cal?a que Magnus usava. - Há bolsos, pode haver algo. - Ele come?a a procurar nos bolsos da cal?a, mas n?o acha nada que pudesse usar. - Pode haver bolsos traseiros…- Ele continua com o rosto virado e poe a mao embaixo do corpo e o puxa para vira-lo, ele escuta o barulho do corpo desgrudando do sangue coagulado no ch?o, sua ansia aumenta e ele vira o corpo com for?a o que faz com que ele bata no ch?o causando um som agoniante. Ele olha para as cal?as e procura nos bolsos e acha uma pequena faca. - Consigo ver os pontos brancos, gra?as a deus n?o preciso virá-lo de novo. - Ele vê um ponto branco na panturrilha e move a faca para fazer um pequeno corte no local, diferentemente do que ele esperava o sangue n?o espirrou, estava similar ao do ch?o e apenas escorria pela panturrilha, ele coloca os dedos dentro do corte e sente algo duro na ponta do dedo, ele agarra com os dedos e tenta puxar, mas n?o consegue. - Que merda. - Ele retira os dedos e coloca a m?o no corte e à medida que a m?o entra ele escuta o som de algo se rasgando. O corte que ele havia feito era pequeno demais para a m?o.

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  Ele finalmente agarra e puxa o que tinha sentido e vira de costas para o corpo e olha a m?o. Era uma esfera cor de sangue do tamanho de uma bola de gude, ele a segura nos dedos e olha atentamente. - Parece que todos os VOGs têm quase o mesmo tamanho e diferem em cores. - Ele fecha a m?o com a esfera dentro, ele ia respirar fundo, mas ao se lembrar da última vez que o fez, desistiu. ele vira-se novamente e vê um ponto branco no bíceps machucado. - Deve ser esse ferimento que Marcus causou. - Ele corta um pouco e logo vê a outra esfera, dessa vez ele conseguiu tirá-la só com os dedos, essa esfera tinha uma cor branco fraca, ele n?o passa muito tempo olhando, a coloca no bolso e come?a a procurar um outro ponto branco. - N?o tem ? - Ele n?o consegue achar o ponto branco. - Eu já olhei quase o corpo todo. - Foi quando ele lembrou de um local. - N?o pode ser. - Ele se lembrou do único local que ele tinha ignorado todo o tempo.

  - Por favor, que n?o tenha. - Ele olha rapidamente e volta novamente. - Realmente está lá, porra. - No meio tempo em que ele olhou e virou, ele viu um brilho, um ponto branco. - Como posso ser t?o azarado. - Ele move lentamente sua m?o em dire??o a ferida no peito, suas m?os come?aram a tremer, ele parou por um momento, mas continuou, o corte saiu desigual e torto com a tremedeira, ele p?e a m?o procurando, mas n?o acha nada e come?a a mexer a m?o dentro da ferida para achar, o barulho que essa a??o causou o fez, quase vomitar novamente, mas ele segurou a vontade e tapou o nariz com a outra m?o.

  Enfim ele acha a esfera, era uma esfera azul escura e parecia ser um pouco menor do que as outras. Doam rapidamente se afasta do corpo e quando o cheiro n?o incomodava mais seu nariz, ele come?ou a respirar profundamente e ofegante. - Finalmente acabou. - O alívio tomou conta. - Consegui. - Ele n?o conseguiu se conter e sorriu a tens?o deixando seu corpo ao fechar os olhos.

  Quando abriu os olhos. - Agora o outro. - Doam n?o demorou muito para achar Kevin, o odor, as manchas roxas e as moscas estavam presentes, mas n?o havia nenhum ferimento grave aparente, Doam fez tudo rapidamente para sair logo do local e limpou as esferas e a m?o nas roupas de Kevin e saiu rapidamente. Ele conseguiu 3 esferas; duas verdes e uma tinha uma cor branca fraca, quase transparente.

  Ele volta rapidamente, percorrendo o mesmo caminho, ao chegar próximo da cidade, ele desacelera e caminha normalmente adentrando na cidade.

  Doam caminha pelas ruas da cidade, ela era similar a Balduin, a flor sagrada do império estava por toda parte e ao caminhar, ele olhava ao redor, o que antes n?o havia feito. Viu uma estrutura grande atrás de uma casa, ele ficou curioso e se direcionou ao local. Viu uma grande estrutura e na frente dela, na parede da estrutura percebeu uma imagem à frente, havia um símbolo de um círculo vermelho com raios amarelos saindo de dentro de um pequeno círculo no centro e esse pequeno círculo estava pintado de preto.

  Doam caminha até próximo a entrada e pára em frente a uma escada, havia 10 degraus antes da porta dupla e apenas um lado estava aberto, pessoas passando por ele e entrando no local.

  - Você n?o vem ? - Um homem vestido de padre se aproxima dele e pergunta enquanto caminha à frente de Doam. - Pode entrar se quiser. - O homem abre a outra porta do local e deixa a porta dupla aberta e para em frente a ela Olhando para Doam.

  Doam curioso segue logo após o padre. Ele para na entrada e vê o local lotado de pessoas ajoelhadas no ch?o em frente aos assentos, um corredor no meio e ao fim, um altar, atrás do altar havia um vidro de cor castanho claro com o mesmo símbolo que Doam havia visto anteriormente, a luz do sol refletindo no vidro iluminando completamente o local as pessoas ajoelhadas estavam com as m?os em forma de X, a m?o direita estava no ombro esquerdo e a m?o esquerda no ombro direito, todos olhavam para um símbolo em silêncio. O homem que estava parado próximo a porta olha para Doam. - Uma cena linda, n?o é? - O padre olhou de volta para dentro do local e voltou seu olhar para Doam. - Perd?o, eu me chamo Galeu e você ? - Doam que estava em transe olhando para a cena volta ao normal. - Eu me chamo Do… Izaque, me chamo Izaque. é mais belo do que estou acostumado - O padre sorri e continua. - Izaque é um belo nome, há muitas dessas igrejas por todo o império. Imagino que você deva ser de Asthorn. - Doam se surpreendeu momentaneamente. - como você sabe ?. - O padre sorri e responde. - Você n?o é o primeiro Asthorniano aqui e todos dizem basicamente a mesma coisa: “é a mais bela que já vi” ou “N?o pensei que seria t?o glamouroso” há até quem diga “isso n?o parece uma igreja” nem imagino como seria a que vocês est?o acostumados. - Doam sorri constrangido ao se lembrar da igreja de Asthorn. - Eles n?o se importam muito com aparência, as que conheci tinham pingueiras quando chovia, paredes rachadas, pessoas ficavam em pé por n?o haver cadeiras suficientes e as pessoas n?o se importam muito em frequentar. - Doam descreve a igreja da qual se lembrava.

  - Aqui, isso n?o vai acontecer. - O padre moveu a palma da m?o para dentro da igreja, convidando Doam a entrar. - venha, todos s?o bem vindos a adorar o senhor, contanto que você acredite e adore ele, ele pode aben?oá-lo. - Doam olha novamente para dentro da igreja, mas acaba desviando seu olhar. - Agrade?o, mas nao pretendo mudar em quem acredito. - O padre pareceu frustrado. - Entendo. - Mas o padre n?o parecia triste e enquanto olhava para os fiéis orando, ele disse. - Uma vez por semana nos reunimos na igreja, faltando minutos para o nascer do sol, os fiéis se reúnem na igreja para orarem quando o sol nascer. Nós oramos por bên??os, saúde e felicidade. - Doam parecia interessado e perguntou. - Por que vocês fazem isso?. - O padre percebendo o interesse de Doam rapidamente responde. - O nascer do sol marca o melhor momento em que os olhos de deus est?o sobre a terra, é o momento em que a luz penetra o mundo. - Doam assentiu. - Se eu puder eu volto aqui em 1 semana. - O padre parecia satisfeito com isso. - Estarei aguardando você. - Doam se vira e caminha de volta para o hotel e o padre mantém os olhos nele até que Doam sumiu do campo de vis?o do padre, ele entra na igreja e come?a a orar junto aos fiéis.

  Doam segue seu caminho até o hotel, olhando ao redor e vendo lojas de flores, restaurantes com símbolo da flor sagrada do império, ver crian?as correndo e brincando, algumas trabalhando, idosos, era uma vista de uma cidade pacífica, ele se lembra do que acabou de fazer e se arrepia. - Eles parecem felizes, apesar das circunstancias de alguns. - Doam escuta uma crian?a falando com sua m?e que estava ocupada no trabalho. - mam?e, mam?e, quando eu crescer eu vou fazer parte do exército imperial, vou prender bandidos e deixar as pessoas seguras. - A mae nao deu muita aten??o ao filho. - ok,ok, trabalhe duro para conseguir isso. A crian?a sai de perto da m?e e pega um galho do ch?o e o movimenta como se fosse uma espada. - Vou derrotar todos os bandidos. - Um sorriso simples inconscientemente aparece em seu rosto, ele balan?a a cabe?a e continua em seu caminho.

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