—Muito bom Akira, você alcan?ou esse objetivo em um tempo n?o muito longo, mas ainda precisa abaixar essas bra?os, você parece um pássaro com eles abertos, haha
Meu av? disse isso quando eu acabei de conseguir ficar de pé, embora seja frustrante, ele estava certo. Ninguém andava com os bra?os erguidos, eu precisava parar, mas quando isso acontecia eu caía prós lados.
—Vai com calma, garot?o, precisa ir com calma no seu treino, devagar e sempre pra ganhar a corrida.
Ele me disse me posicionando de pé novamente, logo após, acariciou minha cabe?a, sorriu e saiu, me deixando sozinho com meu breve objetivo: ficar de pé sem os bra?os abertos!
Eu precisava abrir os bra?os para que n?o caísse prós lados, mas n?o era necessário deixar nenhum deles pra frente ou pra trás, eu n?o caia pra essas dire??es, ent?o o que me faltava? Deixá-los abertos aumentava meu equilíbrio, provavelmente era porque eu n?o conseguia concentrar toda minha for?a numa pose reta, talvez se eu coloca-la nos meus ombros funcione.
Após isso eu abaixei meus bra?os lentamente, evitando cair, quando minhas m?os chegaram na cintura, eu cambaleei levemente, mas isso por falta de treino, n?o havia falhas foi um objetivo breve, agora o maior desafio: andar sem cair.
Eu consegui ficar de pé sem tombar, mas e agora? Se eu der passos eu falho...?
Acho que eu só vou descobrir se testar,
Dei meu primeiro passo e n?o cai, logo veio o segundo e juntamente o terceiro, pude andar até a porta, finalmente n?o cairei mais!
Logo depois, eu tive meu momento diário com o ch?o, tive minha queda de forma humilhante... Oque aconteceu?!
Eu me perguntava frustado, muito alarmado. Minha expectativa foi grande por um momento, e logo quebrada depois... O que eu fiz de errado?
Eu andei até a varanda, indo ao ch?o várias vezes, mas cheguei lá novamente, me sentei e pensei um pouco, tentando entender do porque daqueles acontecimentos.
—Bom dia, meu príncipe Akira!
Minha m?e me saudava com seu belo sorriso e sua gentileza radiante, só a presen?a dela mudava meu dia por completo. Ela se sentou ao meu lado, mas em suas m?os estavam uma tigela com uma colher e uma papa de frutas que ela preparava para mim todos os dias.
—Abre a boquinha, diga "aaah"!
Eu comia, enquanto me ajudava a comer gentilmente, minha m?e percebia melhor do que ninguém o que eu sentia ou pensava, ela pode ver a decep??o em meu semblante.
—O que foi, Akira?
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Perguntou ela, direto, eu logo me levantei e mostrei que eu n?o caia mais ao ficar de pé, ela aplaudiu e ficou muito feliz, como se tivesse conquistado o mundo, logo depois minha m?e viu que eu tombava ao andar, mesmo tentando várias vezes, eu sempre caía e n?o entendia o por que, e minha face mudava pra raiva.
Ela rapidamente entendeu e disse com sua voz calma e doce:
—Meu filho, pode ver aquela árvore?
Depois apontou pra uma árvore perto do quintal, eu ascenei que sim.
—Você pode cortar ela com essa colher que eu usei pra te dar a papinha?
N?o entendi nada do que ela quis dizer, ent?o afirmei com a cabe?a que n?o.
—Mas e se usar um machado, você poderia derrubar ela?
Sem pensar duas vezes, ascenei que sim.
—Mas por que que com o machado eu posso e a colher n?o?
Eu gesticulei com os dedos, dizendo que a colher n?o servia para aquilo, sua fun??o era usar como suporte alimentício e n?o para derrubar árvores, minha m?e sorriu e perguntou se eu já tinha percebido, eu olhei confuso, enquanto ela me disse:
—Se você faz uma coisa pra uma fun??o específica, n?o pode esperar que ela fa?a o que n?o foi feita pra fazer, se você treinar sua perna, como espera que seu bra?o fique mais forte?
Eu logo sinalizei que n?o entendi, e ela com toda paciência do mundo e ternura respondeu:
—Meu príncipe, você treinou até agora pra ficar em pé sem cair, n?o para andar sem cair. Por isso você obteve os resultados que treinou pra ter.
Logo percebi oque ela quis me dizer, e fazia total sentido! Eu estava buscando descobrir o princípio que meu av? disse, e me esqueci do "andar".
Abracei minha m?e apressadamente fui andando, caindo e engatinhando até a sala de medita??o do meu av?, quando cheguei lá comecei a pensar no que ela me disse, claramente estava certa, mas como eu fa?o pra evoluir de estágio?
Minha dificuldade era a postura e a distribui??o de for?a pelo corpo, mas já n?o tenho tantos problemas com isso, eu também conseguia dar alguns passos antes da queda, ent?o minha técnica só tinha defeitos, muitos defeitos... O que me faltava?
Um tempo pensando, eu pude ver meu pai regando as flores do jardim, eu notava que quando ele andava, inclinava o corpo levemente pra frente, e quando parava, voltava a sua pose reta. Dessa vez n?o era postura, mas sim como ele alternava a pose, era algo novo, eu me engatinhei até o laguinho do meu av?, próximo da sala de medita??o, e observava os peixes de lá, via como eles batiam as caldas e as barbatanas, eles n?o mudavam seu peso, n?o mudavam a for?a destribuida ao nadar, eles giravam as caldas para nadar, como os pássaros batiam as asas pra voar.
Eles alternavam a posi??o do giro, ainda com a forca igual...
Me levantei e pensei no porque de eu cair depois de alguns passos, comecei a andar até o tombo e percebi que eu me inclinava a cada passo que dava, eu depositava muito peso no meu tronco, e logo ia para frente sempre, isso explica do porque eu andar olhando pra baixo também, eu só preciso mexer as pernas e controlar meus movimentos, se eu treinar isso, poderei andar!
E ficou eu, treinando isso a tarde toda, até que no dia seguinte eu me levantei, e andei, eu andava estranho, com o corpo reto, meus movimentos ainda n?o eram perfeitos igual o de todos, mas eu podia me locomover sem cair frequentemente, ainda cambaleava, mas raramente caia, eu andei reto pelo meu quarto, pra eu virar era difícil, já que tinha que girar era um novo movimento, eu precisava rodar igual um mastro de barco, e era bem dificil, mas possível. Andar tinha varias falhas, mas finalmente eu podia me mexer sem cair sempre, decidi ir até minha familia, que tomavam seu café da manh? na cozinha, ao chegar lá eu fui recebido normalmente, mas quando andei pela cozinha, colecionei várias rea??es diferentes, minha m?e olhou incrédula, meu pai e meu av? olhavam orgulhosos, e minha vó aparentemente sem rea??o, logo depois vários gritos de felicidade vieram na minha dire??o, minha m?e foi a primeira a me agarrar feliz pela minha conquista, mesmo andando torto, ela n?o ligou pra aquilo, meu pai logo me tomou dela e me jogou pra cima e pra baixo, meu av? baguncou meu cabelo e minha avó apertou minhas bochechas até ficarem vermelhas, isso eu n?o esperava pra falar a verdade.
—Você é incrível, Akira!
Disse meu v? orgulhoso, logo seguido minha m?e:
—Orgulho da mam?e esse meu homem!
Acompanhada da voz animada de meu pai:
Já pode marchar no exército, haha!
Tenho que agradecer a Zoe depois, pelas dicas inocentes que ela sem querer me deu, ainda tinha muito pela frente até meus passos serem perfeitos, mas por enquanto, isso era o suficiente... Nunca imaginei que essas coisas simples causariam tanta felicidade.
Eu sorri pra minha família, com sinceridade eu só... Sorri, o mundo é vasto e desconhecido, mas por agora, oque todo mundo conhece... é o mais legal!

